sábado, 17 de outubro de 2009

Guiné-Bissau: PJ reforçada com cerca de duas centenas de novos efectivos

Bissau - Cento cinquenta e sete novos agentes da Polícia Judiciaria guineense prestaram juramento esta quinta-feira em Bissau, passando assim a integrar o corpo efectivo da Policia Judiciaria da Guiné-Bissau.

O acto teve apoio de parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, designadamente Portugal, Brasil, Estados Unidos de América e a Rússia, onde estes elementos da PJ estiveram em acções de formações

Entre os recém-empossados, constam inspectores, técnicos de apoio a investigação, agentes e os elementos de segurança. Estes últimos surgem na corporação da PJ como novos elementos e com novas funções na Policia Judiciaria, nomeadamente na segurança e transporte de detidos para apresentação, transportes de materiais aprendidos, no âmbito de processo-crime, ou seja armas, munições, drogas e documentos confidenciais.

A segurança e transporte de pessoas extraditadas no quadro de solicitações da INTERPOL no território nacional, segurança a pessoas detidas em internamento hospitalar, mas sobretudo correios de droga que são transportados no organismo, são algumas das missões dos elementos de segurança da Policia Judiciaria.

Os elementos de segurança da PJ devem garantir igualmente segurança aos principais responsáveis da Policia Judiciaria e os magistrados do Ministério Publico envolvidos no combate a alta criminalidade.

Na ocasião, o Ministro da Justiça, Mamadu Saliu Djalo Pires, destacou a importância deste corpo de segurança, que doravante vai permitir aos agentes da investigação criminal de se ocuparem exclusivamente das suas funções de investigação policial.

O responsável da pasta da justiça lembrou também que já foram criadas directorias com as suas respectivas inspecções da PJ, em todas as províncias da Guiné-Bissau, que não existiam no país há 36 anos, ou seja em Catio, Bubaque e Buba na Província Sul, concretamente nas Regiões de Tombali, Quinara e Bolama Bijagos respectivamente.

N a Província Norte, o mesmo responsável anunciou as aberturas de directorias da PJ nas cidades de Canchungo e Bissora, ambas cidades nas Regiões de Cacheu e Oio. A Leste, Saliu Djalo Pires além da instalação de uma estrutura da PJ em Bafata e Gabù.

A iniciativa perspectiva, segundo o Ministro da Justiça, dar uma maior eficácia as autoridades no combate a criminalidade, que nos últimos anos assola a Guiné-Bissau e a sub-região.

Na cerimónia estiveram presentes representantes de corpo diplomático acreditados no país, representante do Secretario Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joshef Moutaboba, Antonio Indjai, Vice-Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas e o Presidente da Assembleia Nacional Popular. Raimundo Pereira presidiu o acto, em substituição do Presidente da Republica.

Na sua intervenção, o Presidente da ANP disse que a sua presença no acto demonstra o engajamento de outras instituições no processo de reforma no sector de segurança e justiça, na qual faz parte a Policia Judiciaria.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Guiné Bissau Jipes de alta cilindrada desaparecem de Bissau com aperto aos narcotraficantes

Jipes de alta cilindrada desaparecem de Bissau com aperto aos narcotraficantes

A capital da Guiné-Bissau deixou de estar inundada por jipes de alta cilindrada que circulavam a alta velocidade, na mesma altura em que a polícia começou a "apertar o cerco" aos presumíveis narcotraficantes, há cerca de dois meses.

Os famosos Hummers, que circulavam pelas ruas de Bissau e pelo interior, há muito que deixaram de ser vistos.

Segundo uma fonte judicial contactada pela Agência Lusa, o desaparecimento dos jipes de alta cilindrada está relacionada com as medidas preventivas tomadas pela Polícia Judiciária e Polícia de Ordem Pública guineenses.

"Está relacionado com as medidas da PJ e com as medidas que a POP tomaram", afirmou a fonte, acrescentando que a vigilância das forças policiais "está a ser apertada".

Em declarações recentes à Lusa, a directora da PJ, Lucinda Barbosa, já afirmava que os narcotraficantes estavam "invisíveis", dificultando a tarefa da polícia para os encontrar e saber o que andam a fazer.

No entanto, a versão dada à Lusa por alguns dos alegados 'donos' dos jipes, a maioria jovens, é outra: a má condição das estradas, devido às chuvas.

No entanto, os Hummers são veículos cujas principais características são a força e potência para circular em terrenos lodosos ou esburacados.

A Guiné-Bissau chegou a ter cerca de duas dezenas desses veículos, inicialmente construídos pela General Motors para servir o exército norte-americano, mas que acabaram por ser "adoptados" pelos amantes do todo-o-terreno.

Um jipe Hummer novo custa entre 80 mil e 120 mil dólares (entre 55 mil e 82 mil euros).

País com menos de dois mil quilómetros de estradas asfaltadas, nos seus 36.125 quilómetros quadrados, a Guiné-Bissau chegou a "ostentar" nas suas estradas, além dos Hummer, jipes das marcas Jaguar, Lincoln Navigator e até Porsche Cayenne.

O Governo, no âmbito da luta contra o narcotráfico, emitiu despachos a proibir veículos sem chapa de matrícula ou que circulavam com vidros escuros, como era o caso dos jipes topo de gama.

Só que, regra geral, as ordens das autoridades ou eram ignoradas ou eram rapidamente esquecidas, tal era a quantidade de carros com estas características que rolavam pelas estradas do país.

Fonte: Angop

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cabo Verde sobe dois lugares na lista dos menos corruptos

Cabo Verde está entre os 50 países mais bem classificados na lista dos menos corruptos da ONG Transparency International. O arquipélago surge em 47.º lugar com 5 ,1 pontos, numa avaliação de 0 a 10 a que foram submetidos 180 países. Em 2007, Cabo Verde ocupava o 49.º lugar no ranking da Transparency International.

Ao contrário de outros países lusófonos, Cabo Verde melhorou a sua posição (passou de 49.ª para 47.ª) neste ranking em que a ONG estima o grau de corrupção do sector público a partir do parecer de empresários e analistas dos respectivos países. Este arquipélago obteve 5,1 pontos nesta lista organizada do menos corrupto (1º lugar) para o mais corrupto (180º lugar), numa escala de 10 pontos (livre de corrupção) a zero (muito corrupto).

Confrontada com problemas como o tráfico de droga e palco de golpes de Estado sucessivos nos últimos anos, a Guiné-Bissau é a pior dos PALOP, situando-se no 163.º lugar, com 1,9 pontos, logo antes da Serra Leoa. São Tomé e Príncipe está no 123.º, Moçambique é 132.º, Timor-Leste 146.º e Angola surge na 158.ª posição.

A nível mundial, esta lista de 2008 sofreu poucas alterações face ao ano anterior. Dinamarca, Suécia e Nova Zelândia dividem o primeiro lugar como os países menos corruptos com uma pontuação de 9, 3, seguidos de Singapura com 9,2 pontos. A Noruega, que nos anos anteriores ocupava o terceiro lugar da lista, no ano de 2008 desceu para décimo quarto lugar, tendo sido uma das descidas mais marcantes do relatório deste ano. Os países mais corruptos foram a Somália com 1,0 pontos, Myanmar (antiga Birmânia) e Iraque com 1,3 pontos.

Países menos corruptos (0 a 10)

1. Dinamarca – 9,3

1. Suécia – 9,3

1. Nova Zelândia – 9,3

4. Singapura – 9,2

5. Finlândia – 9,0

5. Suíça – 9,0

7. Islândia – 8,9

7. Holanda – 8,9

9. Austrália – 8,7

9. Canadá – 8,7

Países mais corruptos (0 a 10)

171. República Democrática do Congo – 1,7

171. Guiné Equatorial – 1,7

173. Guiné – 1,6

173. Chade – 1,6

173. Sudão – 1,6

176. Afeganistão – 1,5

177. Haiti – 1,4

Fontes: "TI" e "DN"

Guiné-Bissau: Maioria dos soldados das Forças Armadas não foi sujeito a recrutamento

Bissau – Maior parte dos soldados que compõe a estrutura das Forças Armadas guineenses não passou pela via de recrutamento, adiantou o Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas.

O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineense, Capitão e Mar e Guerra, José Zamora Induta, avançou esta quarta-feira que a maioria dos elementos que constituem as Forças Armadas guineenses não passou nenhum tipo de recrutamento. Induta acrescentou ainda que estes mesmos homens também não receberam instruções sobre as armas que foram lhes foram entregues ou como devem ser utilizados os instrumentos militares.

Em declarações à PNN, Zamora Induta adiantou a urgência de efectuar o recrutamento de novos soldados com níveis académicos aceitáveis. «Neste momento estamos a desencadear uma acção de formação pedagógica aos soldados que se encontram nestas condições, ou seja, aqueles que chegaram aos quartéis em situações irregulares, de forma a levá-los a compreender qual é a missão que lhes é incumbida», disse Zamora Induta.

O responsável máximo das Forças Armadas Guineenses, voltou a defender o afastamento das Forças Armadas dos assuntos políticos. Todavia, prometeu desenvolver mais acções de aproximação para com a população civil, através de actos públicos, como por exemplo, o envolvimento de soldados nos trabalhos de recolha de lixo na via pública, intercâmbios culturais e ainda a recente parada militar, no quadro de comemorações da data da independência nacional.

Sobre a reforma nos sectores da Defesa e Segurança, José Zamora Induta elucidou que a reforma é do âmbito das Forças Armadas, em parceria com a comunidade internacional, que deverá fazer o seu trabalho com as informações que são prestadas pelas autoridades militares da Guiné-Bissau.

Zamora Induta disse ter «assumido as rédeas» das Forças Armadas, sem apoio dos seus familiares que associaram a função a um «suicídio». Sobre os objectivos por ele traçados, o chefe das Forças Armadas guineenses disse não se sentir ainda realizado, o que vai acontecer, segundo ele, assim que se efectuar o processo de recrutamento dos novos elementos.

No que diz respeito à recente nomeação das chefias militares pelo Presidente da República, Zamora Induta disse que era normal se não fosse reconduzido ao cargo, e que, nesse caso, lhe restaria apenas despedir-se das chefias militar. «Não aconselharia ninguém a opor-se à decisão do Presidente da República, caso não fosse reconduzido, porque isso faz parte das suas tarefas constitucionais», esclareceu.

Sumba Nansil

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Além de ter marcado os dois golos, Cristiano Ronaldo sofreu a falta que ditou a grande penalidade marcada por Kaká...

Madrid, 30 Setembro – O português Cristiano Ronaldo foi o homem do jogo no triunfo do Real Madrid sobre o Marselha por 3-0, no Estádio Santiago Bernabéu. O português marcou dois golos e já soma quatro na Liga dos Campeões.

Além de ter marcado os dois golos, aos 58 (a passe de Pepe) e 65 minutos, Cristiano Ronaldo sofreu a falta (Diawara recebeu o segundo cartão amarelo e consequente expulsão no lance) que ditou a grande penalidade marcada por Kaká, aos 61 . O português foi substituído aos 70 minutos. No Marselha, o ex-portista Lucho González e o ex-sportinguista Heinze alinharam os 90 minutos.

No outro jogo do grupo, o Milan perdeu em casa com o FC Zurique por 0-1, golo do finlandês Tihinen, aos dez minutos, de calcanhar. Na classificação, o Real Madrid lidera com seis pontos. Milan e FC Zurique somam 3 e Marselha nenhum.

No Grupo A, Bayern Munique e Juventus empataram a zero na Alemanha. O empate foi aproveitado pelo Bordéus, que derrotou em casa o Maccabi Haifa por 1-0, golo de Ciani, aos 83. Alemães e franceses lideram com quatro pontos, a Juventus tem dois e o Maccabi nenhum.

No Grupo B, o Manchester United derrotou em casa o Wolfsbrgo por 2-1. Com Nani no banco de suplentes, os red devils marcaram por Giggs (59) e Carrick (78). No entanto, foram os alemães que inauguraram o marcador por Dzeko (55). Mais cedo, o CSKA Moscovo derrotou em casa o Besiktas por 2-1. O United tem seis pontos, três a mais que Wolfsburgo e CSKA Moscovo. O Besiktas ainda não pontuou.



Guiné-Bissau: Guineenses celebram independência nacional

Bissau – Guineenses organizaram parada militar para assinalar, esta quinta-feira, o 36/o aniversário da independência nacional.

Foram trinta e seis anos de um percurso sóbrio marcado por crises políticas e militares, que deixaram o tecido social e económicos frágeis. Hoje as perspectivas são de que a Guiné-Bissau reencontre o seu destino.

O novo ciclo de reposição da ordem constitucional, que agora teve início, alimenta o sentimento de esperança dos guineenses. O sentimento foi visível nas multidões que celebravam a data na Avenida Amílcar Cabral, na capital guineense, onde decorreram as cerimónias comemorativas, numa parada militar que há muito não era vista na Guiné-Bissau.

As mensagens dos grupos culturais, profissionais, militares e paramilitares, que desfilaram à frente da tribuna de honra, centraram-se no apelo à paz e à reconciliação. Um dos regimentos militares, entoando uma canção, apelou para que sejam «destruídas as armas».

Na mesma perspectiva, o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, perante uma grande assistência, disse que chegou a hora de banir a violência e pensar no desenvolvimento do país.

Lassana Cassamá

terça-feira, 22 de setembro de 2009

China dá à Guiné-Bissau mais de 6 milhões de euros para diferentes áreas

O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da China, Xhai Jun, e o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, assinaram documentos de cooperação técnica, assistência alimentar e financeira, orçados em mais de seis milhões de euros.

"Constitui para mim uma satisfação muito particular ter esta oportunidade de assinar em nome do Governo da China o protocolo de cooperação técnica entre a China e a Guiné-Bissau e um documento sobre o fornecimento de assistência em alimentação", afirma o governante chinês.

"Queria salientar que escassos dias depois da tomada de posse do Presidente (Malam Bacai) Sanhá, o Governo chinês enviou-me para efectuar esta visita, que é um símbolo para demonstrar a importância que a China atribuiu à relação bilateral com a Guiné-Bissau", salienta Xhai Jun.

O ministro chinês sublinha ainda a "vontade forte" do Governo da China de continuar a desenvolver as relações de cooperação bilateral.

"Estou convicto de que a visita de trabalho que vossa excelência efectua ao nosso país irá sem dúvida relançar as excelentes relações já existentes entre os nossos países para patamares mais altos", afirmou por seu lado o ministro da Defesa guineense, Artur Silva, em substituição da chefe da diplomacia do país, que está em Nova Iorque para participar na Assembleia-Geral da ONU.

No seu discurso o ministro da Defesa guineense pediu apoio ao Governo chinês para a "construção da cidade judiciária, cujo projecto técnico se encontra em fase de finalização, assim como a recuperação do Palácio Presidencial, destruído durante o conflito político-militar de 1998".

A assistência alimentar dada pelo Governo chinês à Guiné-Bissau está orçada em 998.000 euros e o apoio financeiro em 5,9 milhões de euros.

O ministro-adjunto chinês chegou domingo à Guiné-Bissau para uma viagem de trabalho, que termina segunda-feira com visitas às obras, financiadas por Pequim, do Palácio do Governo e do Hospital Militar.

Xhai Jun reúne-se com o vice-presidente do parlamento guineense e fará uma visita de cortesia ao Presidente Malam Bacai Sanhá.

Zhai Jun iniciou quinta-feira uma deslocação por quatro países africanos que teve início na África do Sul.

Além da África do Sul e Guiné-Bissau, Zhai Jun desloca-se também a Cabo Verde e à Mauritânia para "aprofundar relações bilaterais".

A China tem uma presença cada vez maior em África e em 2008 o comércio com o continente africano atingiu a soma recorde de 72,5 mil milhões de euros.
Na Guiné-Bissau a cooperação chinesa incide principalmente na construção de várias infra-estruturas e nas pescas.